Entre 2015 e 2024, o Brasil viveu ciclos intensos no mercado de ofertas públicas.
Foram 94 IPOs realizados, a maior parte entre 2020 e 2021 — bem no auge da queda da SELIC e com o mercado operando a múltiplos elevados.
📉 Mas o resultado para o investidor não foi animador:
* O retorno médio acumulado é de -18,71%.
* Cerca de 75% das ações performam abaixo do valor de estreia (na prática, você tem 25% de chance de se dar bem participando de um IPO no Brasil).
Isso é coincidência?
🔎 Dr. Equity responde: Não. É o ciclo do mercado em ação.
* Quando a euforia reina e o custo de oportunidade despenca (juros baixos), as empresas correm para abrir capital.
* O investidor, seduzido pelo “boom”, embarca (muitas vezes influenciado por casas de análises e influenciadores digitais).
* Passada a maré, vem a realidade: preço alto demais, fundamentos que nem sempre se confirmam e… prejuízo.
Como ensinava Benjamin Graham:
> “O IPO é feito para quem vende, não para quem compra.”
Por isso, aqui vai o conselho do Dr. Equity:
Antes de entrar em um IPO, pergunte-se se está comprando valor… ou pagando pela empolgação do mercado.