ROE alto? Pode ser ótimo… ou só parecer.

ROE alto? Pode ser ótimo… ou só parecer.

Um ROE elevado costuma chamar atenção. Mas quem conhece os bastidores das finanças sabe: nem sempre isso significa criação real de valor.

Para entender o cenário completo, é preciso analisar:

ROA: evidência a eficiência da firma em gerar retorn frente a todo o investimento (ativos) da empresa, independentemente de como foi financiado.

ROIC: revela se o retorno da capital (próprio e de terceiros) investidos no negócio, permitindo avaliar se esse retorno supera o custo do capital aplicado.

ROE: indica o retorno para o acionista — mas pode ser “inflado” com mais dívida na estrutura.

E o detalhe importante?
Se o ROIC for maior que o custo da dívida, o uso de capital de terceiros pode elevar o ROE com eficiência.
Mas se a dívida for cara demais… o ROE alto pode esconder riscos maiores.

Resumo do Dr. Equity:
ROE é importante, mas só faz sentido quando analisado junto com ROA, ROIC e o nível de alavancagem.